A economia global está em crise. Após 200 anos de industrialização, os cientistas econômicos apontam para um período de 20 anos de baixa produtividade e aumento da desigualdade social em todo o mundo.
A revolução industrial teve seu auge em julho de 2008, quando o petróleo bruto atingiu o valor record de 147 dólares. Ao atingir este valor, desencadeou-se no sistema econômico mundial, um gradativo processo de decréscimo, uma vez que a revoluão industrial, mesmo nos seus 200 anos de existência, ainda é muito dependente deste recurso. Quase tudo o que se consome atualmente tem derivados do petróleo. Foi aí que se começou um maior investimento em alternativas para o petróleo.
Reconhece-se que metade da população mundial atual está em situação bem melhor que seus antepassados antes da industrialização. Mas também se reconhece que 40% dos seres humanos ganham até dois dólares por dia. Sem dúvida, estes estão piores que seus antepassados antes da industrialização.
A equação final é que a era industrial beneficiou metade dos seres humanos, mas prejudicou a outra metade. Somente aqueles mais ricos é que se saíram bem.
As 62 pessoas mais ricas do mundo, juntas detêem a mesma riqueza que seria a soma da riqueza da metade da população do planeta. Falamos de 3,5 bilhões de pessoas.
A industrialização tem gerado também efeitos catastróficos no meio ambiente. As teorias sobre as mudanças climáticas agora são realidades. Fortes tempestades em regiões onde nunca ocorreram, secas e calor ou frio extremos em outras, grandes incêndios florestais causados pelas altas temperaturas, recordes de furacões, situações aterrorizantes ocorrendo em todo o mundo.
Segundo especialistas, em um pouco menos de 70 anos, perderemos pelo menos metade dos seres vivos da fauna mundial.
Precisamos com urgência de uma grande revolução econômica.
Os especialistas apontam sete importantes e necessárias mudanças do paradigma econômico. Dentre elas, três tecnologias deverão serem utilizadas para criar o que os engenheiros chamam de "Plataforma tecnológica de propósito geral". Será a proposta de uma nova infraestrutura, que deve mudar a maneira como gerimos energia e movimentamos a economia no mundo.
As três tecnologia são: 1a. A comunicação, que possibilitaria gerirmos as atividades econômicas de forma mais eficiente; 2a. As novas fontes de energia, abastecendo as atividades econômicas de forma eficiente; 3a. Os novos meios de mobilidade, modernizando a logística de transporte de forma eficiente.
Quando estas três tecnologias se unem, muda a economia mundial de forma geral, muda a orientação de tempo e espaço, muda nossos hábitos, muda até a governança e consciência
Atualmente todo sistema econômico muito dependente do do petróleo e que a infraestrutura de telecomunicação e geração de energia seja muito centralizada, estão fadadas à falência.
A ciência da produtividade
Acredita-se que são dois fatores que impulsionam a produtividade: máquinas melhores e trabalhadores de alto desempenho. Hoje sabe-se que estes dois fatores são responsáveis somente por 14% da produtividade.
E onde estão os outros 86?
Cientistas da economia, tem utilizado muito das metáforas de Isaac Newton, adaptando-as às técnicas e estratégia de produtividade. Como por exemplo, com base na teoria da ação/reação, afirmavam que "quanto maior a oferta de um produto, maior será a procura" e assim fizeram com muitas das teorias de Newton. Acontece que a física de Newton nada tem a ver com economia. A economia é governada pelas leis do universo, pelo sistema solar, pela biosfera da terra e pelo comportamento humano.
Temos duas leis que governam tudo no universo, inclusive a economia e ambas estão relacionadas à energia: a primeira delas é que "toda energia no universo é constante", não sofre interrupções; A segunda lei é que "nenhuma energia é criada ou destruída", mas muda de forma, somente em uma direção, de concentrada para dispersa, ou de quente para fria, ou de ordem para desordem, ou de disponível para indisponível.
Para produzirmos nossos produtos, gastamos energia. A quantidade de energia que se gasta ou se perde na produção de um bem, está relacionada ao que se chama na economia, de "eficiência agregada". No início da revoluão industrial, ao converter energia de um recurso natural, na produção de um produto, perdia-se em média 97% da energia que o próprio recurso fornecia. Dizia-se então que a "eficiência agregada" era de somente 3%. Nos anos noventa essa eficiência agregada já havia subido para 14% na maioria dos países Esse é o nosso teto desde então e nada mudou neste índice, a não ser na China, que chegou a 20% no anos 90.
Máquinas melhores e trabalhadores de alto desempenho não vão fazer melhorar estes índices. Ainda mais se continuar dependendo do petróleo e com a comunicação e a energia centralizada.
A 3a. revolução industrial - infraestrutura nova e inteligente
Com o uso eficiente da internet, como por exemplo da tecnologia conhecida por "internet das coisas", as máquinas passarão a ser mais eficientes. A informatização da agricultura, das indústrias, dos meios de transporte, das casas e escritórios de trabalho, com o uso de tecnologias que trabalham por meio de sensores, possibilitando todo tipo de monitoramento, coletando dados e alimentando sistemas de inteligência artificial, formando enfim uma grande rede de comunicação, onde tudo e todos estão conectados, proporcionará, com certeza uma maior eficiência econômica.
Pessoas de todo o mundo poderão engajar-se uns aos outros em trabalhos compartilhados. Elimina-se aquela antiga organização vertical hierárquico, elimina-se atravessadores e logo se obtem maior fluxo de ideias e baixos custos, por exemplo. Tudo se nivela.
A 3a Revolução industrial vem para distribuir, não para centralizar, uma vez que tudo funciona melhor quando em clima de colaboração e partilha. É um espaço aberto, amplo e transparente, não fechado ou restrito a uma minoria proprietária.
Quando muitos trabalham juntos, compartilhando ideías, esforços e talentos, os benefícios chegam para todos e para a própria rede, gerando uma vasta expansão do empreendedorismo a nível global.
A preocupação passa a ser agora com questões ligadas a privacidade, segurança, exploração comercial indevida, interesses políticos, crimes cibernéticos de modo geral, enfim tudo o que venha a comprometer o bom funcionamento desta rede global. A boa notícia é que todos aqueles envolvidos no bom andamento desta rede, podem monitorar também qualquer tipo de ameaça.
Essa é a luta política da nova geração do milênio, pelo empreendedorismo social.
Na terceira revolução industrial, ganha-se mais dinheiro gastando-se menos eletricidade.
Custo Marginal zero
Chegaremos a um ponto em que se não mais se produzirá para se obter lucro, mas sim para intercâmbio de bens e serviços. Isso é o ideal da economia compartilhada. Esse é o primeiro sistema econômico novo, a entrar no cenário mundial, desde o capitalismo e o socialismo do século 19.
Uma pessoa, em sua casa, pode produzir um video, ou uma música, ou até mesmo um aplicativo, que será acessado por todo o mundo, a custo quase zero.
Uma pessoa em casa, pode estudar nas melhores faculdades do mundo. Muitos novos empreendimentos surgiram com a internet, gerando inclusive novos milionários mundiais, como o caso da Google e Facebook, por exemplo.
A robótica, os transportes autônomos são exemplos que proporcionaram diminuição drásticas nos gastos das empresas.
Espera-se que até 2040, estaremos utilizando 100% de energia renovável. A cada ano a energia solar e eólica fica mais barata e mais acessível. Muitas coorperativas de fazendeiros e pequenas empresas estão se unindo para fornecerem energia renovável. Na Alemanha, por exemplo, as grandes empresas de energia estão produzindo atualmente somente 7% da energia consumida pelo País.
Veremos, nas próximas gerações, a redução em 80% da quantidade de veículos automotores no mundo. A tecnologia dos carros autônomos e o aumento da demanda por veículos compartilhados serão a principal causa. Não só compartilhamento de veículos de passeio, mas também de caminhões e demais transportes de logística que movem a economia.
Financiamento da transição
Dinheiro não é problema, o problema é como se gasta dinheiro hoje em dia para se manter toda uma infraestrutura para a manutenção da economia atual. A proposta é diminuir investimentos em infraestrutura da 2a revolução industrial e aumentar gradativamente nos investimentos da 3a. revolução industrial. Nesse processo, presume-se um período de transição em torno de 20 a 30 anos.
Emprego em massa
A adaptação de todos os transportes, indústrias, casas, prédios, infraestutura de comunicação e transportes, vai gerar uma grande quantidade de empregos.
A demanda será tanta que teremos vagas para mão de obra comu, semiespecializada, profissional e conceitual.
Nova mentalidade na nova era
Em tempos atuais, as crianças, por exemplo, ao ganhar um brinquedo ou um presente dos pais, recebem como recomendaçao o seguinte: brinque e guarde com carinho, não estrague, ele é seu. A criança aí, já começa a desenvolver o sentimento de posse. No futuro os brinquedos também poderao serem compartilhados, e os pais então terão que dizer o seguinte: brinque e não estrague, para que outras crianças também possam brincar. Assim já aprendem o que é compartilhar, não aprendem que status é poder, aprendem sobre colaboratividade.
https://youtu.be/QX3M8Ka9vUA
Este blog não é para ninguém... É só para mim. hehehe - Só quero ter um espaço para escrever qualquer coisa, sem compromisso, displicentemente. - Quero exercitar a escrita, para aprender a escrever. - Exercitar meus pensamentos, para aprender a pensar. E, quem sabe, ler comentários sobre o que escrevo!! Não tenho nada a perder, e, talvez, algo a ganhar.
quinta-feira, outubro 22, 2020
A terceira revoluão industrial - a nova e radical economia compartilhada
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